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Coelho vestido de presidiário, discursa na Assembleia – YouTube

Coelho vestido de presidiário, discursa na Assembleia – YouTube.

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Coelho vestido de prisioneiro | DNOTICIAS.PT

O deputado do PTP José Manuel Coelho apresentou-se, esta manhã, no plenário da Assembleia Legislativa, vestido de prisioneiro, com um fato às riscas, número no peito e algemas.

Coelho foi mais uma vez condenado, na passada semana, por difamação, a um ano e meio com pena suspensa. O deputado tem mais processos a decorrer nos tribunais e poderá ser condenado a prisão efectiva.

coelho

 

Coelho vestido de prisioneiro | DNOTICIAS.PT.

Raquel Coelho – Banca rota

 

Raquel Coelho

Artigo de opinião de Raquel Coelho no Tribuna da Madeira – o pravda ilhéu.

Banca rota

O país está falido, não há dinheiro para nada. Mas, para os bancos, os recursos continuam ilimitados. Sempre que um banco está em apuros, logo os governantes o auxiliam com os dinheiros públicos; isto apesar de o estado português se encontrar, ele próprio, em situação de pré–bancarrota.

Foi assim com o BPN. Ao longo de anos, a Sociedade Lusa de Negócios (SLN), grupo detentor do banco, realizou todo o género de negócios. Acumulou os lucros nas empresas da SLN, enquanto os prejuízos engrossavam o passivo do BPN. Em 2008, José Sócrates nacionalizou o banco, assumindo todos os seus prejuízos, mas deixou intacta a SLN. De seguida, o estado saneou as finanças do banco e vendeu-o a preço de saldo.
Triste é também a história do Millennium-BCP, entidade tomada de assalto pelo Partido Socialista no tempo de Sócrates e que, sob a gestão de Armando Vara, concedeu empréstimos sem critério e sem garantias. Está perto da falência, começa a despedir pessoal. E vem agora o estado, já em 2013, comparticipar, com apoios sociais, na operação de despedimento coletivo do banco.
A estes bancos falidos junta-se ainda o Banif, instituição cuja imagem foi profundamente afetada pelo escândalo da herança de Horácio Roque, disputada pela sua mulher Fátima, guerrilheira da Unita, e suas filhas Teresa e Cristina. Descapitalizado, sem quota de mercado, o banco vê agora os seus problemas resolvidos, pois recebe uma injeção de 1100 milhões do estado. Um absurdo!
Igualmente estranha foi a aquisição do Finibanco pelo Montepio Geral (MG). O MG, não sendo uma entidade pública, tem responsabilidades sociais óbvias, pois é a maior associação portuguesa, com cerca de 530 mil associados. Quando o Finibanco acumulava já enormes prejuízos, surge uma oportuna OPA por parte do MG. O Finibanco apresentou lucros apenas no semestre da venda, as ações valorizaram artificialmente dias antes da operação, com uma valorização de 22% em apenas três dias, inflacionando o valor da OPA em dezenas de milhões. O MG comprou muito caro o Finibanco, prejudicando os mutualistas.
Os exemplos sucedem-se de forma agonizante. Os bancos constituem autênticos sacos rotos onde são despejados, criminosamente, os escassos recursos do povo português.
http://pravdailheu.blogs.sapo.pt/762014.html

Madeira aprovou financiamento milionário aos partidos com representação parlamentar

A Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) aprovou nesta quarta-feira o respectivo orçamento para 2013, no qual mantem o valor da subvenção a atribuir aos grupos parlamentares, no montante total de 5,35 milhões. Apenas o PSD votou favoravelmente a proposta contra a qual votaram todos os partidos da oposição.

No debate, Jaime Ramos (PSD) acusou os partidos de oposição de “demagogia barata” nas criticas feitas às verbas distribuídas, admitindo a fim das subvenções estatais desde que sejam permitidas formas alternativa de financiamento dos partidos. Lopes da Fonseca (CDS/PP) lembrou que o seu partido defendeu um redução de 30% no âmbito da revisa da lei orgânica, que foi rejeitada pela maioria. Carlos Pereira (PS) defendeu a redefinição dos apoios, “adequando-os ao actual momento de crise e austeridade que impõem sacrifícios às famílias e às empresas”.

Edgar Silva (PCP) desafiou as restantes bancadas a aprovarem um “financiamento zero” do Estado e das empresas para os partidos que, defendeu, devem funcionar “com as contribuições exclusivamente dos seus militantes”. Hélder Spínola (PND) referiu que o custo da assembleia regional por habitante é dez vezes superior ao da Assembleia da República, cujo apoio aos grupos parlamentares é 12 vezes inferior à subvenção atribuída aos partidos na Madeira.

Distribuído proporcionalmente pelos partidos em função do número de deputados (14 prestações, cada uma igual a 15 salários mínimos na região, por cada eleito), o valor total das subvenções inscrito no orçamento para 2013 é idêntico ao de 2007, quando o parlamento madeirense tinha 68 deputados, mais 21 do que tem actualmente. E é seis vezes superior aos 897 mil euros que a Assembleia dos Açores destina ao apoio à actividade parlamentar.

Com 57 deputados, o parlamento açoriano tem um orçamento anual de 11,2 milhões de euros, valor inferior em 26,3% ao aos 14,2 milhões que a Assembleia da Madeira, com menos dez deputados, prevê gastar em 2013. O orçamento destina 558 mil euros a indemnizações por cessação de funções, incluindo o subsídio de integração, e 1,4 milhões de euros às subvenções vitalícias dos antigos deputados, benesses estas abolidas em 2005 a nível nacional e nos Açores, mas que a Madeira garante no seu estatuto, tal como a possibilidade de acumular a pensão da reforma com o vencimento de deputado ou governante.

O orçamento da ALM para 2013 apresenta um acréscimo de 2,02% na despesa, não reflectindo os constrangimentos financeiros impostos pelo Programa de Ajustamento Económico e Financeiro da região. Quase metade da despesa orçamentada destina-se à cobertura de despesas com pessoal, 37,5% para assegurar as transferências correntes e 12,5% ao pagamento de despesas com aquisição de bens e serviços correntes. As despesas com transferências correntes ascendem a 5,35 milhões de euros, valor idêntico ao orçamentado para 2012 e que permite a transferência das subvenções parlamentares para as contas dos partidos, para financiar o seu funcionamento e as campanhas eleitorais.

Com 25 deputados, o PSD receberá no próximo ano 2,8 milhões de euros e o maior partido da oposição, o CDS/PP, com nove eleitos, arrecadará um milhão de euros. Pelos seus seis deputados o PS terá direito a cerca de 680 mil euros e o Partido Trabalhista, com três deputados, cerca de 340 mil euros. Com um único representante, cada um dos restantes partidos (PCP, PND, PAN e MPT) receberá cerca de 120 mil euros no próximo ano.

Em recente auditoria às contas dos partidos, a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos reiterou que a subvenção estatal recebida pelos grupos parlamentares da Assembleia da Madeira contraria a jurisprudência constitucional. E que não deve ser reconhecida como receita nas contas dos partidos, na medida em que traduz um apoio exclusivamente destinado ao funcionamento do grupo parlamentar e não uma forma de financiamento partidário que, neste caso, a lei não autoriza. A lei nacional do financiamento partidário atribui subvenções estatais aos partidos e para as campanhas eleitorais, incluindo as legislativas regionais.

Notícia actualizada às 11h09 de 5/12/2012Image

fonte: http://www.publico.pt/politica/noticia/madeira-mantem-financiamento-milionario-aos-partidos-com-representacao-parlamentar-1576130