Dívida de Portugal rendeu 57% a quem nela investiu | Esquerda

 

Dívida de Portugal rendeu 57% a quem nela investiu

Enquanto os portugueses são esmagados pelo pagamento dos juros da dívida, há quem ganhe muito com ela. O ranking elaborado pela Bloomberg revela que o investimento em obrigações do tesouro português deu um retorno de 57%, o mais alto da Europa, quase o dobro do que renderam as obrigações da Irlanda.

ARTIGO | 3 JANEIRO, 2013 – 01:25Mário Draghi

Compromisso assumido em Julho pelo presidente do BCE, Mário Draghi, que prometeu “fazer o que for preciso” para salvar o euro é apontado como a causa da surpreendente rendiblidade das dívidas de Portugal, Irlanda e Itália. Foto de Wolrd Economic Forum

Dívida de Portugal rendeu 57% a quem nela investiu | Esquerda.

Bancos e investidores que compraram títulos da dívida portuguesa tiveram uma rendibilidade excecional: 57% no ano de 2012, a mais alta da Europa, segundo oranking elaborado pela agência de informações económicas Bloomberg, em conjunto com a EFFAS – European Federation of Financial Analysts Societies.

Em segundo lugar aparecem os títulos da dívida irlandesa, que renderam 29,3%, seguindo-se a Itália (+20,75%), a Bélgica (+16,6%) e a Áustria (10,5%).

A Bloomberg afirma que 2012 foi o melhor ano de sempre para a dívida soberana europeia (retorno anual de 12%), o maior desde que a Bloomberg começou a reunir dados para esteranking, em 1999. A agência atribui este desempenho ao compromisso assumido em Julho pelo presidente do BCE, Mário Draghi, que prometeu “fazer o que for preciso” para salvar o euro.

“Portugal, Irlanda e Itália tiveram um excelente resultado”, disse à Bloomberg Mohit Kumar, chefe de estratégia no Deutsche Bank. “O apoio ao mercado fornecido pelo BCE afastou o risco de venda agressiva em qualquer dos mercados e uma rutura da zona euro”.

Os bancos portugueses foram os principais beneficiados deste retorno, porque compraram muitos títulos no mercado. Esta estratégia deu bons frutos às instituições financeiras e também aos pequenos investidores, cujo interesse em aplicar poupanças em dívida do Estado subiu, face às rendibilidades elevadas.

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